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A melhor defesa é o backup

Confira também a reportagem do SBT sobre Assistências Técnicas, feita na Soluciomática!

O bom e velho HD continua fundamental na segurança dos dados. Mas é preciso cuidado.

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O hard disk é uma peça de alta complexidade, que exige cuidados com temperatura, poeira e quedas, entre outros Divulgação/Grupo Soluciomática Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/tecnologia/a-melhor-defesa-o-backup-3887837#ixzz2bwuwS0J0 © 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

O hard disk é uma peça de alta complexidade, que exige cuidados com temperatura, poeira e quedas, entre outros Divulgação/Grupo Soluciomática

Nas últimas semanas, grandes sites de armazenamento on-line, como Megaupload, encerraram suas atividades. Muita gente que contava com esses repositórios na nuvem da internet teve de baixar de volta seus arquivos para guardá-los em “terra firme”, ou seja, nos HDs (hard disks ou discos rígidos) de seus computadores, em casa ou no trabalho. A rigidez do HD, no entanto, não é sinônimo de segurança garantida dos dados. HDs são peças falíveis e, invariavelmente, deixarão seus donos na mão, mais cedo ou mais tarde. Considerando que não existe ainda, a preços aceitáveis, outro dispositivo prático para guardar dados, é preciso reaprender o jeito mais seguro de trabalhar com discos rígidos.

A solução prevê desde uma rotina de atualização de backups, passando por cuidados na utilização dos HDs, temperatura do ambiente em que estão armazenados os dados, até a detecção de ruídos e estalos estranhos na máquina (veja quadro ao lado). O Grupo Soluciomática tem especialistas em recuperação de dados  (soluciomatica.com.br), empresa localizada no Centro do Rio e há dez anos no mercado, dedica-se a diagnosticar defeitos lógicos e físicos em HDs para que possam ser recuperados.

— Quedas são as causas mais comuns de defeitos em HDs. O cliente descuidado pode deixar cair seu notebook ou HD externo, o que acaba danificando os aparelhos — explica. — Os defeitos podem ser físicos (no equipamento) ou lógicos (na estrutura dos dados gravados), e os problemas variam muito de fabricante para fabricante. Os mais comuns são cabeças de leitura danificadas e placas lógicas em curto-circuito, que podem também causar danos ao firmware do HD, algo como um sistema operacional do próprio equipamento, essencial para seu funcionamento.

Correia explica que nunca se pode dar certeza da recuperação de 100% de dados de um HD danificado, mas em geral esses serviços conseguem reaver pelo menos 70% dos arquivos do cliente, nos casos em que o disco apresenta possibilidade de reparo. Como o seguro morreu de velho, o único jeito de se proteger de falhas nos discos é copiar suas informações para outro local — o famoso backup. Que, por sinal, deve ser periodicamente atualizado.

‘Perdi quase toda a minha vida’

Ricardo Martins, designer e arquiteto, passou maus pedaços com um disco rígido “doente”.

— Já perdi quase toda a minha vida num HD que foi para o espaço. Era um Samsung interno de 40GB. Até hoje quando procuro por uma foto, uma música, um filme ou outro arquivo qualquer e não acho, lembro do estresse que foi — lamenta-se. — Não tem nada pior. Hoje em dia faço três backups e guardo-os em locais diferentes só para tentar me garantir. Mas, mesmo assim, é a maior confusão.

José Carlos Valle, técnico de computadores há meio século e curador do Museu do Computador (museudocomputador.com.br), teve problemas com um Seagate interno de 80GB, mas não foi perda total.

— Procurei uma empresa em São Paulo, a Corvus, mas não mandei fazer o serviço, pois era muito caro — conta Valle, que também é palestrante profissional. — Passei a fazer backups com regularidade após o acidente, usando o Norton Ghost 15, da Symantec.

No que tange à alimentação elétrica do equipamento — cuidado especial para melhorar o funcionamento da máquina — Valle é enfático em sua opinião sobre estabilizadores de voltagem.

— Estabilizador? Nunca. Tem que ser um no-break de boa qualidade. E mesmo eles não são invulneráveis — adverte. — Outra coisa muito importante é que nunca se deve abrir um HD enquanto houver possibilidade de entregá-lo aos cuidados de uma empresa especializada.

Discos rígidos são traiçoeiros e não escolhem vítimas. Mesmo os usuários mais organizados e cuidadosos estão sujeitos a infortúnios.

— Eu tinha acabado de finalizar a organização do meu HD, um Western Digital externo de 500 GB, contendo meu acervo pessoal até os 31 anos de idade. Separei tudo judiciosamente em pastas por data, eventos, viagens etc. Nomeei os arquivos para encontrá-los mais facilmente e cataloguei as fotos. Meu arquivo fotográfico estava finalmente pronto e organizado — relembra Fernando Sandri Reule, 32 anos, sócio e diretor de animação da Seagulls Fly (seagullsfly.com). — Daí, continuando a onda de organização, formatei o computador do trabalho e levei o HD para casa para fazer a cópia de segurança. Foi justamente nesse ínterim que houve o acidente, exatamente no curto espaço de tempo em que eu estava sem nenhum backup. Justamente no mesmo dia em que acabei de organizar todos os meus dados.

Reule tentou recuperar seus dados em uma empresa brasileira e em uma americana, sem sucesso.

— Apelei para a CBL (cbltech.com.br) e para a FlashBack Data (flashbackdata.com). Apesar de não terem conseguido recuperar meus dados, foram bastante atenciosos e claros com respeito às condições do serviço — conta. — Agora, mantenho meus arquivos pessoais na nuvem, no Dropbox (dropbox.com), onde paguei por espaço adicional de armazenamento. Tenho o Dropbox sincronizado em dois computadores (casa e trabalho), além da nuvem. Uso também, para cópias, o Second Copy (centered.com).

Nuvem pode ser uma grande ajuda

O Megaupload se foi. Mas isso não significa que armazenar dados on-line seja má ideia. Existem vários fornecedores estáveis e confiáveis.

A variedade de serviços de armazenamento de dados é imensa. A Wikipédia, por exemplo, lista centenas de fornecedores de file hosting (bit.ly/dm_hos), de backup on-line (bit.ly/dm_bkp) e de armazenamento em nuvem (bit.ly/dm_nuv), além de diversos softwares de recuperação de dados (bit.ly/dm_rec), para quem quiser tentar reaver informações perdidas num HD antes de apelar para serviços externos. É preciso lembrar, porém, que nunca se deve confiar apenas na nuvem para guardar seus dados mais preciosos. Tenha sempre pelo menos duas cópias locais em discos ao seu alcance e, de preferência, comprados nos últimos dois ou três anos.

Pior do que perder dados num HD “crashado” é descobrir que é muito caro o serviço de recuperação. Mas há relatos com um final surpreendente. É o caso de Jabesmar Guimarães, de 53 anos:

— Passei por este terrível problema e não tinha o valor que os caras queriam cobrar para recuperar os dados.

Guimarães procurou um laboratório em Vitória, mas o encarregado pediu um depósito antecipado de R$ 700.

— Detalhe: mesmo que não conseguisse recuperar os dados, eu morreria na grana. Pulei fora. Depois, apelei para um serviço nos EUA: US$ 500, com a possibilidade de ficar mais caro ainda. Aí desconfiei da placa lógica e, bingo!, gastei apenas R$ 125 e recuperei totalmente os meus dados.

Créditos: CARLOS ALBERTO TEIXEIRA