{"id":6429,"date":"2021-02-22T10:21:38","date_gmt":"2021-02-22T13:21:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.soluciomatica.com.br\/blog\/?p=6429"},"modified":"2021-02-22T10:21:39","modified_gmt":"2021-02-22T13:21:39","slug":"os-dez-consoles-mais-caros-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.soluciomatica.com.br\/blog\/os-dez-consoles-mais-caros-do-mundo\/","title":{"rendered":"Os dez consoles mais caros do mundo"},"content":{"rendered":"\n<p>Se voc\u00ea acha que os novos consoles PlayStation 5 (PS5) e Xbox Series X\/S est\u00e3o caros, um alento: os videogames j\u00e1 custaram muito mais no passado \u2014 e n\u00e3o estamos falando apenas no Brasil. Caso fosse vendido hoje, o cl\u00e1ssico Atari 2600 custaria R$ 4.824 na cota\u00e7\u00e3o atual, mais caro que os consoles da gera\u00e7\u00e3o atual. Isso sem falar no SNK Neo Geo, que chegaria \u00e0s lojas pela bagatela de R$ 6.785, ou no infame Apple Pippin, com pre\u00e7o sugerido de R$ 5.503. Confira, na seguir a lista, os videogames mais caros j\u00e1 vendidos no mundo, segundo seu pre\u00e7o de lan\u00e7amento em d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Antes de prosseguir, vale um esclarecimento: nosso ranking foi feito tendo como base o valor e ano de chegada dos consoles nos EUA, ajustada \u00e0 infla\u00e7\u00e3o norte-americana do per\u00edodo at\u00e9 janeiro de 2021. Por isso, aparelhos mais antigos t\u00eam um pre\u00e7o nominal menor e um pre\u00e7o atualizado maior. O valor entre par\u00eanteses \u00e9 quanto custaria o produto nos dias atuais. A consulta foi feita usando a calculadora do Departamento de Trabalho do governo dos EUA.<\/p>\n<p>1995: Sega Saturn (1995) \u2013 US$ 400 (US$ 696, cerca de R$ 3.794)<br \/>Ap\u00f3s o sucesso do Mega Drive, a Sega se viu na dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o de fazer seu sucessor. Enquanto o lado norte-americano da empresa apostava no acess\u00f3rio Sega 32x, aproveitando a base conquistada do console anterior, o lado japon\u00eas decidiu desenvolver um hardware do zero. Assim, no meio dessa disputa, nasceu o Sega Saturn.<\/p>\n<p>O Saturn vendeu relativamente bem no Jap\u00e3o, impulsionado sobretudo pelos ports de arcade, por\u00e9m, no resto do mundo, o PlayStation ganhou de lavada. Os motivos s\u00e3o simples: o Saturn era bem mais caro (US$ 400, cerca de R$ 2.175 na cota\u00e7\u00e3o atual) e o console da Sony tinha uma biblioteca de jogos mais robusta. O mais ir\u00f4nico \u00e9 que, ap\u00f3s o fim abrupto da parceria com a Nintendo, a Sony chegou a propor \u00e0 Sega a cria\u00e7\u00e3o de um novo console. Mas a Sega japonesa teria vetado a parceria em favor do Saturn e a Sony decidiu desenvolver seu pr\u00f3prio videogame.<\/p>\n<p>1982: Atari 5200 \u2013 US$ 269 (US$ 746, cerca de R$ 4.060)<br \/>Ap\u00f3s anos dominando o mercado de games, a Atari entrou na d\u00e9cada de 80 amea\u00e7ada por novos concorrentes, sobretudo pelos computadores pessoais. Com isso, a empresa norte-americana decidiu lan\u00e7ar uma vers\u00e3o \u201cturbinada\u201d do cl\u00e1ssico 2600, batizada de Atari 5200, em 1982. A melhoria no hardware veio com um pre\u00e7o de lan\u00e7amento alto: US$ 269, aproximadamente R$ 1.468.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi apenas isso que afastou os consumidores do console. O controle, embora tenha sido pioneiro ao introduzir o direcional anal\u00f3gico, era dif\u00edcil de manusear. Os jogos n\u00e3o tiveram o salto gr\u00e1fico prometido e n\u00e3o havia retrocompatibilidade com o Atari 2600. Para piorar, o crash do mercado de games de 1983 j\u00e1 estava batendo \u00e0 porta. Resultado: o Atari 5200 foi descontinuado dois anos depois do lan\u00e7amento, vendendo cerca de um milh\u00e3o de unidades no mundo todo.<\/p>\n<p>2006: Sony PS3 [60GB] \u2013 US$ 600 (US$ 791,50, cerca de R$ 4.299)<br \/>Na \u00e9poca do seu lan\u00e7amento no Brasil, o PlayStation 3 (PS3) causou espanto ao ser anunciado por um pre\u00e7o para l\u00e1 de estratosf\u00e9rico: R$ 7.890, o que daria inacredit\u00e1veis R$ 16.857 pela corre\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo. Mas n\u00e3o foi s\u00f3 por aqui que o pre\u00e7o do sucessor do PlayStation 2 (PS2) provocou rebuli\u00e7o. Nos EUA, a vers\u00e3o do PS3 com HD de 60 GB era vendido nas lojas por US$ 600 (em torno de 3.256 na cota\u00e7\u00e3o atual).<\/p>\n<p>Os componentes de ponta eram a principal justificativa para o pre\u00e7o alto do videogame da Sony: o leitor de Blu-ray, o processador Cell e o chip gr\u00e1fico exclusivo, al\u00e9m das placas de Wi-Fi e de Bluetooth \u2013 tudo isso encareceu demais o PS3. Para comparar, o Xbox 360 teve pre\u00e7o inicial de lan\u00e7amento de US$ 400 (cerca de R$ 2.170) em 2005, enquanto o Wii sa\u00eda por apenas US$ 249 (cerca de R$ 1.351) no lan\u00e7amento em 2006. Resultado: o revolucion\u00e1rio console da Nintendo levou a melhor na gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>1989: NEC TurboGrafx-CD \u2013 US$ 400 (US$ 821, cerca de R$ 4.455)<br \/>Antes da Sega apostar no CD para alavancar as vendas do Mega Drive, criando assim o Sega CD, outro console da gera\u00e7\u00e3o 16-bits j\u00e1 tinha tentado essa estrat\u00e9gia. O TurboGrafx-16 chegou a ser um campe\u00e3o de vendas no Jap\u00e3o (sob o nome de PC-Engine), mas nunca emplacou no Ocidente. Um dos motivos \u00e9 que o console foi lan\u00e7ado nos EUA na mesma \u00e9poca em que o Mega Drive, que tinha um trabalho de marketing muito melhor, e acabou sendo eclipsado.<\/p>\n<p>O ineditismo do TurboGrafx-CD, o primeiro videogame com leitor de discos do mundo, poderia dar uma vantagem ao console em meio \u00e0 guerra entre Sega e Nintendo, mas o pre\u00e7o alto e a falta de jogos para o novo acess\u00f3rio enterraram as pretens\u00f5es de conquistar novos territ\u00f3rios. Apenas 500 mil unidades do TurboGrafx CD foram vendidas em todo o mundo. A NEC at\u00e9 tentou uma nova cartada em 1992 com o TurboDuo, uma vers\u00e3o mais barata com leitor de CD embutido, mas o mercado j\u00e1 estava totalmente dominado pela dupla Mega Drive e SNES.<\/p>\n<p>1977: Atari 2600 \u2013 US$ 199 (US$ 889, cerca de R$ 4.824)<br \/>O cl\u00e1ssico Atari Video Computer System (depois chamado de 2600) foi o respons\u00e1vel pela primeira grande febre dos videogames da hist\u00f3ria. Ele consolidou a ideia dos consoles capazes de rodar jogos diferentes usando cartuchos, ent\u00e3o uma novidade na \u00e9poca. Seu grande trunfo foi se aproveitar de jogos de sucesso dos arcades, como Space Invaders e Pac Man, para conquistar esse mercado nascente. Era como ter um fliperama em casa, dizia a empresa.<\/p>\n<p>Essa novidade tinha um pre\u00e7o: US$ 199 (cerca de R$ 1.075), que era compensado pelo valor baixo dos cartuchos, vendidos por cerca de US$ 20 (em torno de R$ 107). Mesmo assim, o sucesso do Atari 2600 foi gigantesco e incentivou outras empresas a entrarem no mundo dos videogames. No Brasil, o console foi lan\u00e7ado em 1983 pela Polyvox e tamb\u00e9m foi sucesso de vendas. Mas, naquele mesmo ano, o Atari 2600 acabou sucumbindo por conta de decis\u00f5es equivocadas e foi engolido pelo crash do mercado de games de 1983, deixando um legado que perdura at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>1980: Mattel Intellivision \u2013 US$ 275 (US$ 924, cerca de R$ 5.014)<br \/>No come\u00e7o dos consoles foram muitos os que tentaram rivalizar com o Atari 2600, e o Intellivision foi o que chegou mais perto. Seu hardware era um dos mais avan\u00e7ados da \u00e9poca e sua estrutura modular permitia acrescentar acess\u00f3rios que davam novas funcionalidades aos jogos. Um dos mais curiosos foi o adaptador para rodar games do pr\u00f3prio Atari 2600 e um servi\u00e7o de assinatura para baixar t\u00edtulos pela TV a cabo (sim, isso na d\u00e9cada de 80).<\/p>\n<p>O \u00fanico problema do Intellivision era o pre\u00e7o. No lan\u00e7amento, em 1980 o console sa\u00eda por US$ 275 (aproximadamente R$ 1.492 na cota\u00e7\u00e3o atual), enquanto o Atari 2600 j\u00e1 era vendido na \u00e9poca por US$ 125 (cerca de R$ 678). Em 1983, a Mattel lan\u00e7ou uma vers\u00e3o menor e mais barata, chamada de Intellivision II, por US$ 150 (cerca de R$ 813). Foi essa vers\u00e3o que passou a ser vendida no Brasil em 1983 pela Digiplay, sendo o \u00fanico pa\u00eds fora dos EUA a comercializar essa vers\u00e3o. O problema \u00e9 que o crash do mercado norte-americano de games j\u00e1 causava estragos e a Mattel acabou vendendo a marca Intellivision ap\u00f3s mais de 3 milh\u00f5es de consoles comercializados.<\/p>\n<p>1996: Apple Bandai Pippin \u2013 US$ 600 (US$ 1.014, cerca de R$ 5.503)<br \/>A hist\u00f3ria da Apple tem alguns fracassos pelo caminho, e o Pippin foi talvez o maior deles. Em 1996, perdendo relev\u00e2ncia no mercado de computadores pessoais, a empresa da ma\u00e7\u00e3 buscou no mundo dos videogames uma t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o. Em parceria com a japonesa Bandai, a Apple desenvolveu um h\u00edbrido entre computador e console, com acesso \u00e0 internet e tudo, e o resultado foi desastroso.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, o Pippin tinha cara de console, era vendido como console, mas tinha pre\u00e7o de computador (US$ 600, cerca de R$ 3.251). Para se ter uma ideia, o Playstation era vendido pela metade desse valor. Al\u00e9m disso, apenas 25 jogos foram lan\u00e7ados, sendo a maior parte ports de qualidade inferior \u2014 embora o Pippin tivesse um hardware melhor que os rivais. Por essas e outras, ap\u00f3s vender 42 mil unidades em todo o mundo, o produto acabou cancelado no ano seguinte, quando Steve Jobs retornou \u00e0 Apple e iniciou o processo de reestrutura\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n<p>1991: SNK Neo Geo AES \u2013 US$ 650 (US$ 1.263, cerca de R$ 6.785)<br \/>Nos anos 80 e 90, a SNK dominava o mercado de fliperamas e a ideia de migrar para o mercado de consoles parecia natural. Por\u00e9m, os componentes das suas m\u00e1quinas eram avan\u00e7ados demais para a \u00e9poca, com dois processadores e um chip gr\u00e1fico de 24-bits. Resultado: o pre\u00e7o do Neo Geo era astron\u00f4mico. No lan\u00e7amento nos EUA, em 1991, o videogame era vendido a US$ 650 (aproximadamente R$ 3.494), mais que o dobro de um SNES.<\/p>\n<p>N\u00e3o apenas o console era caro, como os gigantescos cartuchos tamb\u00e9m. Cada um custava cerca de US$ 200 (cerca de R$ 1.074). N\u00e3o \u00e0 toa a SNK, de in\u00edcio, pretendia vender o Neo Geo apenas para empresas, como lojas e locadoras de games. Por\u00e9m, a alta demanda fez com que a empresa ampliasse o escopo para os usu\u00e1rios dom\u00e9sticos, criando um nicho para videogames super caros.<\/p>\n<p>Obviamente que o Neo Geo n\u00e3o chegou a competir com o SNES e o Mega Drive, mas teve seu p\u00fablico fiel. Tanto que ganhou novas vers\u00f5es, como o Neo Geo CD e o Neo Geo Pocket. Mesmo assim, apenas 1 milh\u00e3o de unidades do Neo Geo AES foram vendidas em todo o mundo.<\/p>\n<p>1993: 3DO \u2013 US$ 700 (US$ 1.284, cerca de R$ 6.897)<br \/>A ideia por tr\u00e1s do 3DO era ambiciosa: criar n\u00e3o apenas o videogame mais avan\u00e7ado de sua \u00e9poca, mas tamb\u00e9m um novo tipo de produto eletr\u00f4nico que se tornaria t\u00e3o comum nos lares quanto os videocassetes. Para isso, a empresa do fundador da EA, Trip Hawkins, licenciou o novo produto para que outras companhias pudessem fabricar, como Panasonic, Sanyo e a Goldstar (que se tornaria a LG). S\u00f3 que essa estrat\u00e9gia de marketing n\u00e3o deu certo.<\/p>\n<p>Vendido no lan\u00e7amento a US$ 700 (aproximadamente R$ 3.764), o 3DO era visto como um videogame caro demais pelos consumidores. Pelo pre\u00e7o de um console, era poss\u00edvel comprar um Mega Drive e um SNES. No Brasil, na era pr\u00e9-plano Real, o 3DO chegou em 1994 com pre\u00e7os de at\u00e9 US$ 1.500 (cerca de R$ 8.069). Outra reclama\u00e7\u00e3o era a falta de jogos exclusivos, j\u00e1 que a maioria eram ports de outros sistemas. Mas a p\u00e1 de cal foi a chegada da nova gera\u00e7\u00e3o de videogames, como o Playstation e o Sega Saturn. Assim, o 3DO saiu de cena em 1996 vendendo 2 milh\u00f5es de unidades no mundo todo.<\/p>\n<p>1991: Philips CD-i \u2013 US$ 800 (US$ 1.554, cerca de R$ 8.363)<br \/>Enquanto consumidores do mundo inteiro trocavam sua cole\u00e7\u00e3o de vinis por CDs, a Philips e a Sony davam os pr\u00f3ximos passos para o novo formato que se consolidava. Com a parceria das duas empresas nasceu o CD-i, o CD interativo. Para rodar esse ancestral do DVD e do Blu-ray, a Philips lan\u00e7ou um aparelho de mesmo nome com um pre\u00e7o at\u00e9 razo\u00e1vel para eletr\u00f4nicos pioneiros: US$ 800, ou algo em torno de R$ 4.315.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que interatividade e games andavam lado a lado, e o marketing em torno da novidade era que o CD-i era um console futurista. Ele vinha at\u00e9 com um controle semelhante ao do Mega Drive, al\u00e9m de jogos exclusivos de franquias da Nintendo, como Zelda e Mario.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, logo ficou claro que o CD-i n\u00e3o era projetado para rodar games, j\u00e1 que a qualidade dos jogos era muito pior do que os de cartucho. O aparelho sobreviveu mais algum tempo por conta de conte\u00fado educacionais e dos jogos em FMV (Full Motion Video, tamb\u00e9m chamados de filmes interativos). Apenas em 1998 o CD-i foi descontinuado com uma vendagem aproximada de 1 milh\u00e3o de unidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea acha que os novos consoles PlayStation 5 (PS5) e Xbox Series X\/S est\u00e3o caros, um alento: os videogames j\u00e1 custaram muito mais no passado \u2014 e n\u00e3o estamos falando apenas no Brasil. 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